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Mostrando postagens de março, 2026

Uma palmada bem dada

  É a menina manhosa Que não gosta da rosa, Que não quer A borboleta Porque é amarela e preta, Que não quer maçã nem pêra Porque tem gosto de cera, Porque não toma leite Porque lhe parece azeite, Que mingau não toma Porque é mesmo goma, Que não almoça nem janta porque cansa a garganta, Que tem medo do gato E também do rato, E também do cão E também do ladrão, Que não calça meia Porque dentro tem areia Que não toma banho frio Porque sente arrepio, Que não toma banho quente Porque calor sente Que a unha não corta Porque fica sempre torta, Que não escova os dentes Porque ficam dormentes Que não quer dormir cedo Porque sente imenso medo, Que também tarde não dorme Porque sente um medo enorme, Que não quer festa nem beijo, Nem doce nem queijo. Ó menina levada, Quer uma palmada? Uma palmada bem dada Para quem não quer nada!

A literatura infantil através de frestas

  A literatura desenvolve em nós a quarto de humanidade (grifo nosso) Na medida quem que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante. Antônio Cândido

Porquinho- da –índia

  Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinho- da- índia. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Lavava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Quria era estar debaixo do fogão Não fazia caso nenhum das temurinhas...

Rua

  Lugar de encontro do Luar e do Raul O lugar ruava...

Raul é Luar

  O Raul lutava...

Noturno arrabeiro

  Os grilos...os grilos... Meus Deus, se a gente Pudesse Puxar Por uma Perna Um só Grilo, Se desfiariam todas as estrelas!

Trem de ferro

  Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Café com pão Virgem Maria que foi isto maquinista? Agora sim Café com pão Agora sim Voa fumaça Corre cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Muita força Ô Foge bicho Foge povo Passa ponte Passa poste Passa pasto Passa boi Passa boiada Passa galho De ingazeira Debruçada No riacho Que vontade De cantar! Ô Quando me prendero No canaviá Cada pé de cana Era um oficiá Ô Menina bonita do vestido verde Me dá tua boca pra matá Mim'a sede Ô Vou mimbora, vou mimbora Não gosto daqui Nasci no sertão Sou de Ouricuri Ô Vou depressa Vou correndo Vou na toda Que só levo Pouca gente Pouca gente Pouca gente Pouca gent...

A porta

  Eu sou feita de madeira Madeira, matéria morta Mas não há coisa no mundo Mais viva do que uma porta. Eu abro devagarinho Pra passar o menininho Eu abro bem com cuidado Pra passar o namorado Eu abro bem prazenteira Pra passar a cozinheira Eu abro de supetão Pra passar o capitão. Só não abro pra essa gente Que diz (a mim bem me importa...) Que se uma pessoa é burra É burra como uma porta. Eu sou muito inteligente! Eu fecho a frente da casa Fecho a frente do quartel Fecho tudo nesse mundo Só vivo aberta no céu!

Acidente

  Atirei o pau no gato. mas o gato não morreu, porque o pau pegou no rato que eu tentei salvar do gato e o rato (que chato!) Foi quem morreu...

Um soneto

  Oh flor do céu Oh flor condita e pura Ganha-se a vida Perde-se a batalha